'Haiti: O abalo que abalou o mundo' Algo estava para acontecer no dia 12 de Janeiro de 2010. Nada estava previsto, mas aconteceu. Às 16h e 53min, horário local (19h e 53min horário de Brasília), um tremor de 7 graus da escala Richter destruiu Porto Príncipe, capital do Haiti.
No dia seguinte à tragédia, jornais e redes de televisão, só reportavam o abalo que tinha destruído Porto Príncipe. "Na tarde dessa terça-feira um forte terremoto de 7º na escala Richter sacudiu o Haiti." "Terremoto no Haiti foi 35 vezes mais forte que Hiroshima." "Terremoto no Haiti causou desabamento e mortes." "Forte terremoto atinge Haiti." O mundo foi tomado pelas manchetes informanto o desastre natural que atingiu o Haiti. O mundo todo parou. Até então não tínhamos ideia do quão destruidor tinha sido. Não houve tempo para se proteger.
Após a tragédia seus vestígios eram marcantes. Não havia energia, meios de comunicação com outras cidades, tráfego de automóveis nas ruas, alimentos. Não havia mais casas e quase que não havia mais vida. Prédios que há pouco tempoestavam erguidos, minutos depois só havia escombros. Casas construídas com muito esforço estavam, agora, caídas ao chão. O ambiente que via era de total destruição.
Diante de tanta tragédia, a solidariedade despertou na alma dos que podiam ajudar de alguma forma. Foi doações de todo o mundo. Alimentos, agasalhos, militares para ajudar nas buscas de possíveis sobreviventes, médicos para cuidar de feridos.
Pessoas sem ter do que alimentar, quando viam os helicópteros chegando com alimentos, era cada um por si. Eram poucos alimentos em vista da quantidade de pessoas que necessitavam. Famílias improvisavam comidar para sobreviver. "Biscoitos" de barro e farinha eram feitos para "tapiar" a fome. Crianças órfãs eram entregues para a adoção.
Pessoas sob os concretos pedindo socorro. Pessoas sob os concretos, mortas. Famílias mortas pelo abalo. Pais presenciando a morte de filhos sem poder fazer nada. Filhos vendo seus pais mortos. Nas calçadas, milhares de mortos em meio aos pedestres.
Entre os mortos, 21 eram brasileiros, e com certeza continuam sendo. Entre esses 21 havia Zilda Arns, que fazia um trabalho da Pastoral da Criança no país. Outros eram militares.
Consequência do terremoto foram 200 mil mortos, 300 mil feridos, 4 mil amputados e 1 MILHÃO de pessoas desabrigadas. Após tudo isso, a única coisa a fazer é tentar reconstruir a VIDA do jeito que der.
Tcharlles Soares (25/02/10)






